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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Guia da Série B: edição mais curta embola a briga pelo acesso à elite 4 de Julho, Timon, Comercial-PI e Ferroviário-PI começam a Segundona com uma missão: tornar a Série A mais equilibrada. Quem são os favoritos? GE faz análise

Por Teresina

Vai começar a corrida pelo acesso à elite do futebol piauiense. Comercial-PI, 4 de Julho, Ferroviário-PI e Timon disputam a edição de 2016 da Série B do Campeonato Piauiense. São duas vagas de braços abertos no paraíso. Diferente do ano anterior, o torneio sofreu redução de clubes: de seis, caiu para quatro. A briga tem tudo para ficar mais competitiva e equilibrada. 
De bom, a Série B movimenta o calendário do futebol local. O 4 de Julho, depois de anos sem atividade, retorna. Montou um time forte. O Timon, depois do quase no ano passado, vem para surpreender. Do litoral, vem o Ferroviário-PI. E o Comercial-PI surge como uma força que merece atenção. A grande missão dos times não é só o acesso. E além: tornar o Campeonato Piauiense de 2017 melhor, assim como Picos e Altos (que subiram em 2015) fizeram. 
O formato promete agilidade, surpresas e muita emoção: São seis rodadas, 12 jogos. Os dois primeiros garantem o acesso à primeira divisão e fazem a final. No clima, o GloboEporte.com preparou um guia dos clubes e deu o seu pitaco: quem entra como favorito? Confira abaixo. 
4 DE JULHO








Elenco: no papel, o 4 de Julho vem como um dos elencos mais fortes da Série B do Piauiense, mesclando juventude e experiência. No grupo estão velhos conhecidos da torcida de Piripiri como o lateral Wilsinho, o volante Dacha e o maior artilheiro da história do clube, o atacante Pretinho. Por outro lado, os jovens Lucas Bacelar e Robinho vieram por empréstimo do River-PI para dar mais fôlego ao ataque. Do Parnahyba, vieram os zagueiros Marcos Gasolina e Gilmar Bahia, o volante Pio e o meia Idelvando, que deve ser o maestro do meio campo.
Técnico: no comando da outra equipe, outro veterano do Colorado. Ex-jogador do clube, Paolo Rossi chega para sua terceira passagem como treinador do time de Piripiri. Em 2015, Rossi não tem boas lembranças do Piauiense, quando foi demitido do Parnahyba e, após ser demitido, assumiu e foi rebaixado com o 4 de Julho. No entanto, o técnico também tem no currículo o título da segunda divisão cearense em 2014 com o São Benedito, e agora tenta repetir o feito na terra natal.
História: o 4 de Julho é um dos clubes mais tradicionais do futebol piauiense. O time é tricampeão estadual, tendo a sua última conquista em 2011. Em 2012, ainda chegou às semifinais, mas nos anos seguintes a equipe sempre conviveu com problemas financeiros e nunca conseguiu passar de fase, até ser lanterna e rebaixado em 2015. Agora, tem a missão de tentar voltar ao protagonismo estadual.
Opinião do GE: briga pelo título! Olho no Colorado. 
TIMON 
Fabiano, atacante do Parnahyba (Foto: Didupaparazzo)Fabiano: atacante que jogou no Parnahyba pela Série D e Piauiense é destaque do Timon (Foto: Didupaparazzo)








Elenco: o Timon, assim como o 4 de Julho, aposta na mescla entre juventude e experiência. Boa parte do elenco vem da base que disputou o Piauiense Sub-19 e terminou o campeonato na sexta colocação geral, com uma vitória e duas derrotas. Mas jogadores mais rodados foram contratados para dar peso, tornar o time mais competitivo e cascudo. É o caso do atacante Fabiano, que disputou a Série D com o Parnahyba, e dos veteranos Niel, Zuza, Alessandro e Chicão. Que quarteto! 
Técnico: Walter Maranhão é um velho conhecido do futebol piauiense, com uma história ligada principalmente ao Flamengo-PI, onde trabalhou por muitos anos como auxiliar técnico e assumiu o time em várias oportunidades. Tem como vantagem o fato de já ter trabalhado com muito dos reforços contratados para a equipe. 
História: o Esporte Clube Timon é um dos clubes mais jovens do Piauí. Disputou sua primeira competição profissional em 2015, também na Série B do Piauiense. Na ocasião, terminou em quarto lugar entre seis times.
Opinião: corre por fora, pode surpreender. 
COMERCIAL-PI





Elenco: da terra da Batalha do Jenipapo, o Comercial-PI de Campo Maior apostou em um elenco forte. O clube trouxe nomes importantes, por exemplo, o goleiro Fábio – que disputou a Série D do Brasileiro no Parnahyba – e o atacante Rhuann, emprestado pelo River-PI, além do atacante Felipe, ex-Picos. A novidade para antes da estreia é o meio-campo Renato Frota. O elenco tem 19 jogadores. 

Técnico: sabe o mapa da mina. Se o tesouro é o acesso, o técnico Cícero Monteiro está de volta. Em 2008, o treinador comandou o Bode. No seu retorno, escolheu os jogadores a dedo. Com a experiência de passagens por clubes de Pernambuco, o treinador tem o currículo a seu favor. 

Histórico: com 71 anos de tradição, o Comercial-PI tem como símbolo um bode e passou para o futebol profissional em 1950. De lá para cá, várias conquistas marcam a equipe: campeão estadual em 2010 e vice-campeão em 2011, ano em que estreou em competições nacionais como Copa do Brasil e Série D. 

Opinião: é um dos candidatos ao acesso. Porém, com o estádio Deusdeth Melo em reforma, o time encontra dificuldades relação a campo de treinamento, estrutura e salários baixos. Longe da torcida, vai mandar seus jogos em Teresina. Esse "time itinerante" pode prejudicar e atrapalhar muito, pois os adversários têm o fator casa.
FERROVIÁRIO-PI
Elenco: o time 100% parnaibano, segundo Valdomiro. A maioria atuou no Parnahyba, caso do goleiro Ribamar, dos zagueiros Puxa e Eridon, do volante Luciano, do lateral Sorin e dos atacantes Puxinha e Da Silva. Apenas quatro jogadores têm idade acima dos 30 anos, e a tendência e de ter uma equipe veloz. O clube completa 70 anos no mês de setembro. 

Técnico: vice-artilheiro da Série B do Campeonato Brasileiro de 2003 pelo Remo, Valdomiro Ferreira é o treinador do Ferroviário-PI. Nos 15 anos como profissional, jogou no Sport e no Bahia. Após comandar equipes escolares, Valdomiro comandou em 2012 o Caiçara. Depois, auxiliar técnico do Parnahyba. 
Opinião: potencial pelo acesso.

Altos anuncia mais renovações e confirma 11 jogadores para 2017 Clube mantém espinha dorsal da campanha da Série D e faz pré-contrato com jogadores como Gênesis e Esquerdinha, que se juntam aos que renovaram antes

Por Teresina
Warton Lacerda na Federação (Foto: Joana D'arc Cardoso)Warton Lacerda confirma renovação com 11 atletas para a próxima temporada (Foto: Joana D'arc)
Após a eliminação precoce na Série D, a diretoria do Altos começou a planejar a temporada 2017, quando o time vai disputar o Estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e novamente o Campeonato Brasileiro. Nesta sexta, o clube confirmou a permanência de mais sete jogadores, além dos quatro que já haviam anunciado anteriormente.
O presidente do clube, Warton Lacerda, anunciou que está apalavrado e assinará pré-contrato com: Dida (goleiro), Leone (zagueiro), Pimentel (volante), Esquerdinha (meia) e com os atacantes Ricardo Maranhão, Gênesis e Américo. Estes se juntam ao atacante Manoel, que havia renovado o contrato até 2018 ainda durante a Série D, e ao volante Fred, o zagueiro Vitor Bafana e o goleiro Jaílson, que tiveram as renovações confirmadas logo após a eliminação da Série D.
- Estes são os que nós já conversamos e vamos fazer o pré-contrato. Os outros ainda vamos conversar, mas provavelmente só depois de outubro – diz Warton.
O contrato dos demais jogadores, que se estende até dezembro, será cumprido até o final mesmo com aqueles que não renovarão, de acordo com Warton. Alguns destes, no entanto, estão cotados para serem emprestados no restante da temporada. O lateral-direito Barata e o goleiro Neto irão para o Comercial-PI, disputar a Série B do Piauiense, enquanto Jaílson vai para o Tianguá, disputar a Série C do Cearense.
Gênesis e Esquerdinha, Altos (Foto: Stephanie Pacheco)Gênesis e Esquerdinha, dois destaques do Altos na temporada, estão renovados para 2017 (Foto: Stephanie Pacheco)
Outros jogadores, no entanto, ainda estão em fase de negociação. É o caso de Manoel, que segundo a diretoria do Altos, já foi procurado por Sampaio Corrêa, da Série B, e ASA e América-RN, da Série C. Além dele, o meia Esquerdinha também está sendo muito procurado.
- Estamos sendo procurados por vários clubes, mas estamos conversando com os jogadores, para saber da vontade deles também – afirma o presidente.
Sem calendário para o restante da temporada, o elenco do Altos deve se reapresentar entre o fim de dezembro e o início de janeiro, quando irá começar a pré-temporada visando a Copa do Nordeste e o Campeonato Piauiense, primeiras competições de 2017. 

Rithely, o volante do Nordeste que está na mira do técnico Tite

RithelyPrimeira convocação de Tite. Lá pelas tantas, o repórter da Rádio Assunção AM de Fortaleza, Kilmer de Campos, questionou: ‘Tu tens olhado para o futebol nordestino, existe alguma possibilidade de algum jogador que atua no futebol nordestino ser chamado para outras convocações?’.

A resposta de Tite foi longa:

- Busco ser isento, humanamente alguma influência vai acontecer, se colocar o lado consciente e filtrar, não colocar região. Não colocar se é europeu ou de qualquer outro centro. Eu teria uma grande oportunidade, eu tô vindo pro Rio de Janeiro, - não trabalhei no Rio de Janeiro -, de convocar atletas do Rio de Janeiro pra fazer média. Eu quero errar, ou acertar. Mas dentro de ótica de procurar ser justo. Isso não tá absolutamente região, local. Não tenho esse olhar pra um ou pra outro.¨

Tite poderia ter encerrado aí. Mas continuou e acabou entregando alguns detalhes preciosos.

- Eu já tava aqui relutando mas não posso falar o nome dele, que todos os técnicos que trabalharam com ele no Nordeste falam bem também. Não vou falar, tô me coçando mas não vou falar, mas a gente fica acompanhando essa evolução independentemente do local onde esteja.

Quem é esse jogador?

Salvo exceções, como no caso de Jefferson, goleiro do Botafogo, ano passado, o caminho de um atleta que esteja na Série B para a seleção é praticamente inalcançável. O filtro da busca se resumiria a algum atleta dos três nordestinos na Série A: Santa Cruz, Sport e Vitória.

Poderíamos aqui especular sobre nomes de destaque dentro das equipes. Mas Tite entregou que conversou com ‘treinadores que trabalharam com ele’. Plural. O que nos permite concluir que, pelo menos, dois técnicos que comandaram determinado jogador foram consultados por Tite. 

O filtro se afunila. 

Notícias recentes ajudam a ligar os pontos. 

Em Porto Alegre, anunciaram que Falcão e Tite conversaram. No Recife, Oswaldo de Oliveira confessou que conversou com o técnico da seleção.

O que leva a concluir que o jogador é do elenco do Sport Club do Recife. 

Mas, quem seria? Ora, apenas dois nomes poderiam ser imaginados: Diego Souza e Rithely. 

Qual dos dois?

Diego já é mais velho, tem 31 anos. Além disso, para a posição, há oferta técnica de altíssimo nível. Todos mais jovens que DS87. Renato Augusto e Willian são os ‘mais velhos’ com 28 anos.

Resta um.

Rithely. 

O volante tem 25 anos, está ná 6ª temporada no Sport e disputa a primeira divisão pela 4ª vez. Vários clubes já tentaram contratá-lo, mais recentemente Palmeiras e Fluminense, além de equipes da Turquia e da China. 

Rithely também atende a um perfil de Tite para a posição de volante. Todos os convocados, Casemiro, Giuliano, Paulinho e Rafael Carioca, fazem mais de uma função no meio de campo. Rithely pode fazer até três. 

Não bastassem todas as sinalizações, o blogueiro conseguiu confirmar que o volante rubro-negro é o nordestino está, realmente, na órbita do técnico Tite.

O que não significa que esteja à frente na preferência. Há uma fila que o antecede na observação do treinador, Elias, do Corinthians, Fernandinho, do Manchester City, Wallace, do Grêmio. Mas o que importa é que Rithely está ali. 

Se seguirá no grupo observado por Tite ou até mesmo será chamado, dependerá do jogador e, por tabela, do desempenho do Sport no Brasileirão. Tite até mandou o recado na coletiva: 

- Joguem muito nos seus clubes, e fiquem atletas com seu percentual de gordura e estado físico em sua plenitude porque é pré-requisito básico pra ser convocado.

Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Vai se redimir? Vasco vê revés para Santos por fim a escrita recente Derrota por 3 a 1 para os santistas na Vila Belmiro é a primeira do Cruz-Maltino em 2016 contra equipe que estão na Série A do Brasileirão

Santos x Vasco - Copa do Brasil (Foto:Ivan Storti/LANCE!Press)
RADAR / LANCE!
Rio de Janeiro (RJ)
A derrota do Vasco para o Santos, por 3 a 1, não significou apenas um mau início da equipe nas oitavas de final da Copa do Brasil. O resultado, que obrigará o Cruz-Maltino a vencer por 2 a 0 ou uma diferença de três gols para passar de fase no torneio, deu um ponto final ao bom retrospecto da equipe diante de adversários da Série A.

O Vasco estava com uma invencibilidade de dez partidas contra rivais "de elite", considerando jogos no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil. O LANCE! traz em fotos as partidas da equipe de São Januário contra clubes da Série A em 2016.

Marcinho está oficialmente dispensado do Santa Cruz O jogador que já havia trabalhado com Doriva, hoje não faz mais parte dos planos do comandante. O jogador que passou por recondicionamento, perdeu sete quilos

Marcinho - Santa Cruz
RADAR/LANCE!
 25/08/2016
 16:27
Recife (PE)
Santa Cruz rescindiu hoje o contrato com Marcinho,  o jogador deveria ficar na equipe até o fim do ano, mas não segue mais com o clube. A informação foi dada na tarde desta quinta-feira, pelo diretor de futebol Jomar Rocha. O jogador já havia trabalhado com o técnico Doriva anteriormente, mas atualmente não fazia parte dos planos do comandante.

Marcinho havia sido indicado pelo ex-treinador Milton Mendes, chegou no Santa em junho e teve em seu contrato a condição de se recondicionar fisicamente, conseguiu perder sete quilos e acertou com o Tricolor. O jogador teve apenas duas oportunidades, totalizando 55 minutos em campo. 

Brait diz não ter mágoa, planeja filho e descarta volta à seleção: "Sem chance" Líbero revela frio na barriga ao assistir às partidas e conversa com jogadoras durante Olimpíada. Pelo sonho de criar uma família, nega qualquer possibilidade de retorno

Por Rio de Janeiro
Camila Brait dia de relaxamento vôlei Osasco (Foto: João Pires/Fotojump)Camila Brait diz que não há chances de voltar à seleção, mesmo em caso de renovação (Foto: João Pires/Fotojump)
As semanas de descanso eram necessárias. Até o corte definitivo do grupo, Camila Brait dedicou os últimos anos à seleção pelo sonho de disputar uma Olimpíada em casa. Fora da lista, a líbero se afastou da mídia para passar uns dias em Sacramento, no interior de Minas Gerais, onde foi criada, e viajar com a família para Punta Cana, cidade de praias paradisíacas na República Dominicana. A dor de não estar nos Jogos do Rio, porém, não a impediu de acompanhar o evento. Sofreu com a queda do Brasil para a China, nas quartas de final, e tentou consolar as amigas diante da eliminação. Mas, apesar do frio na barriga ao ver a seleção em quadra, Camila descarta qualquer chance de um retorno, mesmo em caso de um processo de renovação do grupo. O plano, ela diz, é construir família ao lado do marido, Caio, e ter um filho após o fim da próxima Superliga.
- Não foi de cabeça quente porque, antes do corte, eu já vinha pensando nessa possibilidade. O corte só confirmou o que eu já pensava. Agora, eu tenho novos objetivos, novas metas para a minha vida. Acho que, hoje, a principal é formar uma família. Depois da Superliga, vou tentar ter um filho. Eu vejo o sofrimento da Jaque, da Tandara, de ficar longe do filho um mês. Elas choravam todos os dias, e eu pensava: “Gente, não quero isso para a minha vida”. Não consigo ficar longe. Essa decisão está tomada e não tem volta. Sem chance. Eu acho que meu sentimento é dever cumprido. Quando tive a oportunidade de defender o meu país, tentei fazer o melhor que eu pude. Fiquei triste pelo meu corte, pelas meninas, pela seleção. É uma nação toda que fica triste. Mas o maior sentimento é de dever cumprido – disse a líbero, que volta à quadra nesta sexta-feira, pelo Osasco, na estreia do Campeonato Paulista. A partida será contra o São Bernardo, às 19h30, no ginásio José Liberatti.
Camila queria ter ido ao Rio para assistir aos Jogos. Pela TV, acompanhou as vitórias de Michael Phelps e Usain Bolt e sofreu com a seleção em quadra. Ao lado do marido e dos pais, viu todos os jogos da equipe, menos a estreia, por ainda estar em Punta Cana. E, mesmo de longe, tentava dar força para as meninas.
Camila Brait prepara manchete após ataque da equipe peruana (Foto: Gaspar Nobrega/Inovafoto/CBV)Por sonho de criar família, Brait descarta volta à seleção (Foto: Gaspar Nobrega/Inovafoto/CBV)
- O primeiro jogo, não vi. Estava em Punta Cana. Mas, a partir do segundo jogo, vi todos. Eu gosto muito de Olimpíada, né. Acompanhei tudo. Acompanhei o Bolt, o Phelps, tudo. Estava até querendo ir ao Rio para assistir à natação, assistir até ao próprio vôlei. Mas não deu por causa dos treinos. Mas assisti a tudo. Nos primeiros jogos, ficava um pouco triste. Olhava, dava um frio na barriga, imaginando sobre como seria estar lá. Mas, a partir do terceiro jogo, foi um pouco mais tranquilo. Comecei a ficar mais calma. Torci bastante por causa das meninas, a Nati, a Dani, Fê Garay, a Adê. Torci bastante por elas. Eu sei o quanto elas lutaram, eu acompanhei boa parte. Sabia da pressão em cima delas. Eu queria que tivesse dado tudo certo. Nós nos falamos bastante pelo whatsapp durante a Olimpíada.
 Não tenho nenhuma mágoa. O Zé Roberto é o treinador, a decisão foi dele. Agora, é seguir em frente"
Camila Brait, líbero do Osasco
 O corte, claro, parecia insuportável nos primeiros dias. Camila admite a dor diante do fim do sonho olímpico. Garante, porém, não guardar mágoas. Nem de Zé Roberto, nem de qualquer ex-companheira.
- Não ficou (nenhuma mágoa). No dia, fiquei muito triste. Você treina durante muitos anos. No meu caso, foram oito anos por um só objetivo. Meu maior sonho era jogar uma Olimpíada dentro de casa. Então, acho que a frustração e a tristeza são muito grandes. É natural. Fiquei muito mal uns três dias, muito mal. Mas, hoje, não tenho nenhuma mágoa. O Zé Roberto é o treinador, a decisão foi dele. Ele precisa tomar uma decisão. Ele tomou e eu respeito. Agora, é seguir em frente - afirmou a jogadora, que disse não ter conversado com o técnico após a Olimpíada. 
Após a queda nos Jogos, Camila falou com a maior parte das jogadoras. Disse que todas estão dando a volta por cima, mas que a ficha demora a cair. Ela atribui a derrota para a China a uma primeira fase sem muitos desafios e à atuação da ponteira Ting Zhu, melhor jogadora da competição.
- Elas estavam tranquilas, confiantes. O grupo estava bem fechado. Foi uma infelicidade aquele jogo contra a China. A (Ting) Zhu estava muito inspirada. Elas estavam muito bem. O Brasil deu azar de pegar um grupo muito fraco. Acho que faltou um pouco de ritmo. A China, que se classificou em quarto lugar, mesma situação do Brasil em 2012... Do outro lado, tinha Estados Unidos, Holanda, Sérvia. O adversário mais forte do Brasil foi a Rússia. E a Zhu, acho nunca mais vai jogar daquele jeito. Jogou muito, impressionante.
Camila Brait, Vôlei Osasco (Foto: João Neto/Fotojump)Camila Brait volta à quadra nesta sexta (Foto: João Neto/Fotojump)
Agora, Camila tenta retomar seu ritmo dentro de quadra. Antes de realizar o plano de criar uma família, a líbero espera uma temporada de vitórias pelo Osasco. Apesar do tempo fora, garante estar em forma para o retorno.
- Acho que foi importante para mim essas três semanas, eu ficar afastada, viajar com a minha família para dar uma digerida, uma acalmada. Já estou treinando há duas semanas, e amanhã é minha estreia no Paulista. Estou muito empolgada, ansiosa para o jogo. Para começar bem essa retomada. Eu estou bem, me cuidei bastante nas férias. Já estava magra, só queria ganhar um pouco de massa. Nessas duas semanas alcancei meu objetivo, tudo o que eu queria. Agora, é só jogar bem.