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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Zé Roberto banca Jaque na seleção e se preocupa com êxodo de estrelas Técnico garante presença da ponteira na próxima convocação, apesar do período de inatividade. Ele também alerta para sistema de ranking e assédio do mercado externo

Por 
Campinas, SP
Jaqueline e Murilo com o filho Arthur (Foto: Marcos Ribolli)Jaqueline ficou uma temporada sem jogar para dar à luz o filho Arthur (Foto: Marcos Ribolli)
Em meio às incertezas sobre o futuro, Jaqueline recebeu nesta quarta-feira um grande incentivo para acreditar no retorno em alto nível às quadras. Sem se importar com o período de inatividade da ponteira, devido à gestação do filho Arthur, hoje com quatro meses, o técnico José Roberto Guimarães deu um voto de confiança e bancou a presença da atleta de 30 anos na próxima chamada para a seleção feminina de vôlei. 
– Eu conto com a Jaqueline, sim. Posso dizer para vocês que ela vai ser uma das jogadoras convocadas para a seleção na nossa próxima lista. Ela já fez muito pela seleção. Então, acho que chegou a hora de a seleção ajudá-la – afirmou Zé Roberto, durante entrevista coletiva para anunciar sua saída do comando do Campinas para se dedicar exclusivamente ao ciclo olímpico. 
A principal preocupação de Jaqueline é encontrar um clube para atuar na próxima temporada. Por conta do novo sistema de ranking da Superliga, que limita para dois o número de atletas de nível máximo por time – até esta temporada eram três –, as opções de Jaque, uma das jogadoras de sete pontos, ficam reduzidas. Outro ponto limitador é o vínculo do marido, Murilo, com o Sesi-SP até maio de 2015. O casal não quer se distanciar na atual fase do filho. Como em São Paulo as equipes com condições de bancar os salários de Jaqueline já possuem duas atletas de nível máximo (Campinas, Sesi e Osasco), Jaqueline se vê forçada a cogitar deixar o país. O vôlei da Turquia já fez uma oferta.
 Ela já fez muito pela seleção. Então, acho que chegou a hora de a seleção ajudá-la
Zé Roberto, técnico da seleção
Jaqueline comemorou a notícia em uma rede social.
– Obrigado a todos de coração pelo carinho que recebo diariamente. Estou muito feliz mesmo – postou a ponteira.
A possibilidade de Jaqueline e outras jogadoras de destaque da seleção trocarem o vôlei nacional pelo exterior a dois anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro é uma situação que aflige Zé Roberto, que coloca o risco de êxodo na conta das novas regras e também no poderio econômico do mercado externo. 
– Acredito que, para a próxima temporada, infelizmente teremos um contingente maior de jogadoras atuando fora. Muitas delas estão sendo procuradas por times europeus. Ainda é especulação, e eu espero que não saiam, que permaneçam aqui, mas vai depender muito do Brasil. Em relação a Jaque, com essa mudança no ranking, que é difícil comentar, porque fui o único técnico contra, ela vai realmente ter problemas, até por não saber como vai voltar. Ficou um ano sem jogar, mas tem razão em se sentir prejudicada, tendo que talvez até sair do Brasil para jogar – disse Zé Roberto.
Apesar de não frequentar as quadras, Jaqueline tem dado um jeito de aprimorar a forma física. Ela esperou os dois meses que os médicos pediram de repouso para iniciar os treinos na academia e os exercícios aeróbicos, como bicicleta e natação. Já perdeu mais de 10kg. O trabalho com a seleção será retomado em maio, com Jaqueline. O principal objetivo em 2014 é o Mundial na Itália, onde o Brasil buscará uma conquista inédita, entre 23 de setembro e 12 de outubro.
Jaqueline na partida de vôlei do Brasil contra a Rússia (Foto: Reuters)Jaqueline foi peça chave da seleção nos títulos olímpicos de 2008 e 2012 (Foto: Reuters)

Com empate emocionante, Ceará conquista tetracampeonato estadual Vovô e Leão ficam no empate sem gols, em uma final repleta de tensão até o fim. Alvinegro comemora 4ª título consecutivo no ano do centenário

Por Fortaleza, CE

Em jogo de tirar o fôlego do torcedor que foi à Arena Castelão, o Ceará conquistou o tetracampeonato cearense pela terceira vez na sua história. Com gols perdidos e defesa quase impecável, o Vovô segurou as investidas tricolores no segundo tempo para garantir o 0 a 0 suficiente para o título. No final dos pouco mais de 90 minutos, a torcida explodiu nas arquibancadas com o apito final do árbitro. E a festa se instalou de um lado da praça esportiva.
No primeiro tempo as duas equipes tiveram muitas oportunidades e o Fortaleza esbarrou na boa atuação do goleiro alvinegro Luís Carlos. Foram quatro defesas difíceis, que o tornou herói da conquista. Vovô e Leão fizeram um segundo tempo em ritmo frenético, mas novamente faltou pontaria e a bola acertou mais as redes pelo lado de fora.Eduardo Luiz, nos momentos finais, fez o torcida tricolor soltar o grito de gol. Mera ilusão, porque a bola não entrou por capricho.

A conquista alvinegra dá força para a sequência do time na Série B do Campeonato Brasileiro. No próximo sábado, no Estádio Independência, em Belo Horizonte-MG, o Ceará encara o América-MG, às 21 horas. Já o Fortaleza joga dois dias depois, na segunda-feira (28), contra o Salgueiro-PE, também fora de casa, às 21h30min, na estreia da Série C.
Marcelinho Paraíba Ceará x Fortaleza (Foto: Jarbas Oliveira / Ag. Estado)Ceará e Fortaleza empatam. Vovô conquista título do Campeonato Cearense (Foto: Jarbas Oliveira / Ag. Estado)

Luis Carlos, o herói
Diferente da primeira partida da final do Cearense, as duas equipes mostraram estar mais aguerridas e brigando por cada espaço no campo. Nem mesmo o atraso de 10 minutos tirou a emoção da torcida nas arquibancadas. O Fortaleza começou pra cima e o Ceará aproveitando os erros de passe tricolores para partir no contra-ataque.

Essa maneira de jogar dos dois logo proporcionou bons lances de perigo. Com seis e sete minutos, Luís Carlos salvou um chutaço de Eduardo Luiz e chute à queima-roupa de Robert. Nada que o Ceará não respondesse com Samuel Xavier em chute de longe que passou com perigo.

A pressão dos dois lados continuava a cada lance. E, dentro de campo, a força ofensiva de Vovô e Leão crescia proporcionalmente à empolgação das torcidas. E tanto foi verdade que o estádio quase veio abaixo na bola na trave de Marcelinho Paraíba e no gol perdido por Felipe Amorim na falha de Radar. E assim, o primeiro tempo correu com ataque e contra-ataque e muitos gols perdidos. Luís Carlos foi o grande nome na etapa inicial. 
Bola não entra por capricho 

Na segunda etapa, enquanto as duas torcidas repetiam a agitação dos 45 minutos
iniciais, dentro de campo, o clima de disputa era o mesmo. Ceará e Fortaleza seguiam criando jogadas de perigo. O Vovô era mais ofensivo e se aproveitava do nervorsismo e do mal posicionamento da defesa tricolor. Tanto que a chance mais real até os 20 minutos, antes da parada técnica instituída no estadual, para reidratação dos atletas, foi um chute de Bill cara a cara com o leonino Ricardo.

E como a emoção só crescia, as duas expulsões aumentaram a tensão do lado de fora. Max Oliveira, do Tricolor, e Samuel Xavier, do Alvinegro, se excederam no número de faltas e levaram vermelho. Com um a menos, o futebol dos dois cresceu e, por consequência, os setores ofensivos tiveram a maior posse de bola. Bill perdeu gol claro, assim como Eduardo Luiz, do outro lado. 

Mas, precisando da vitória para ser campeão, o Fortaleza foi com suas últimas forças para o ataque. E acoou o Ceará no campo de defesa entre os 35 e os 45 minutos. No entanto, com defesa bem postada e jogadores de experiência, o Vovô segurou a pressão e soube garantir o tetracampeonato cearense. 

SPORT BATE NÁUTICO NA ARENA PE, MANTÉM TABU E GARANTE TÍTULO ESTADUAL Rubro-negro volta a vencer, desta vez por 1 a 0, e ergue a taça na 1ª final no palco da Copa do Mundo. Leão leva a melhor sobre o rival desde 1968

por GloboEsporte.com

O lance que determinou a vitória por 1 a 0 sobre o Náutico já veio acompanhado do grito de "é campeão!". Coube ao xerife Durval, ídolo da torcida rubro-negra, marcar o gol do título na Arena Pernambuco, casa do rival Náutico, aos 31 minutos do segundo tempo. A partir daquele instante, o Timbu precisaria de dois gols em menos de 15 minutos para ter a chance de decidir nos pênaltis. Nada feito. O Sport é campeão pernambucano pela 40ª vez.

Após três anos de seca, o torcedor rubro-negro comemora o segundo título em duas semanas. De quebra, mantém-se o tabu: desde 1968, o Sport não perde uma final para o rival alvirrubro. Já são nove. Duas semanas atrás, a festa foi pelo título da Copa do Nordeste, na Arena Castelão.
náutico x sport durval (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Durval comemora o gol do título rubro-negro na Arena PE (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Mais uma vez, o time rubro-negro soube suportar a pressão e tirar proveito da vantagem construída na Ilha do Retiro. As duas decisões começaram com vitória por 2 a 0, dentro de casa.
- Como sempre, o Náutico é vice e a gente é campeão. Eu já tinha dito: a obrigação de vencer é de quem é primeira divisão. Eles são da segunda, Na verdade, não teve nem muita graça. Contra o Náutico é sempre assim - provocou o atacante Neto Baiano,  artilheiro do time na competição, com oito gols, logo após o apito final do árbitro.

Maioria nos mais de 30 mil presentes à primeira decisão da Arena Pernambuco, a torcida alvirrubra amarga mais um ano do jejum mantido desde 2004, ano da última conquista timbu.

Quando a bola rolou, o que se viu foi um cenário completamente distinto ao do primeiro jogo. Na primeira etapa, o Náutico teve mais posse de bola (58%) e chegou mais perto de abrir o placar. Jackson acertou uma bomba no travessão de Magrão. A necessidade do gol empurrou o Timbu ao ataque, mas Sport teve o mérito de conseguir equilibrar as ações e - ainda que com menos perigo - criou suas chances. Um cenário até certo ponto esperado, tendo em vista a vantagem do empate do Leão e a necessidade vital de gol do Timbu.

Na segunda etapa, o Náutico continuou a assustar. Magrão cresceu como um gigante à frente de Zé Mário aos 22 minutos. Um lance capital. Ele tirou com o pé a finalização, cara a cara. Menos de 10 minutos depois, o lance decisivo. Brilhou a estrela de Durval. Autor do gol de seu sexto título estadual com a camisa do Sport. Ele e Magrão, os maiores ídolos e campeões do elenco rubro-negro.

FRED E WALTER DÃO VAGA ANTECIPADA AO FLU SOBRE O TUPI EM NOITE INSPIRADA Atacante garantem 3 a 0 em Juiz de Fora, despacham adversário sem necessidade de jogo de volta e elevam média na era Cristóvão Borges

por GloboEsporte.com

Com 100% de aproveitamento em três partidas, 11 gols marcados e nenhum sofrido, o Fluminense continua irresistível na era Cristóvão Borges. A vítima da vez foi o Tupi-MG, que caiu fora da Copa do Brasil após a derrota por 3 a 0 em Juiz de Fora, na noite desta quarta-feira. A vaga antecipada na terceira fase saiu pelos pés de Fred, com dois gols na etapa inicial, e pela cabeça de Walter, que fechou o placar ao render o próprio companheiro.
Mais uma vez, apesar da fragilidade do adversário, a equipe praticou um futebol envolvente, ofensivo e compacto, distante da falta de equilíbrio dos primeiros meses. Mesmo com chances perdidas, repetiu a eficiência dos triunfos sobre Horizonte-CE e Figueirense, ambos no Maracanã.
O Tricolor jogou para um público total de 9.918 presentes. Agora, espera a definição do confronto entre América-RN e Náutico, que sai na semana que vem ou no dia 13 de maio.
Autor de uma assistência, o lateral Bruno ressaltou a evolução do novo trabalho.
- O mais importante é a vitória e principalmente porque todo mundo está assimilando a filosofia do Cristóvão. Foi importante importante eliminar este segundo jogo para nós podermos mais tempo para descansar - disse à Rádio Globo.
Controle absoluto tricolor
O domínio tricolor foi imediato. Tão logo rolou a bola, a disputa ficou concentrada no campo de ataque do time de Cristóvão Borges. Com pegada na marcação e muita velocidade na troca de passes, o Tupi ficou na roda. A principal arma do time de Cristóvão Borges era pelo alto, com diversos cruzamentos à procura de Fred. A zaga, a falta de precisão e até um braço irregular no caminho impediam o gol. Por baixo, porém, não teve jeito: o camisa 9 tabelou com Sobis, invadiu a área e tocou na saída do goleiro, aos 23 minutos.
Fred gol Fluminense x Tupi (Foto: Matheus Andrade / Photocâmera)Fred comemora seu primeiro gol sobre o Tupi-MG (Foto: Matheus Andrade / Photocâmera)
Apesar da clara inferioridade, o mandante chegou com perigo duas vezes - com Núbio Flavio e Wesley. Em ambas pelo lado direito, nas costas de Carlinhos, o ponto fraco do Fluminense defensivamente. Como não aproveitou, sofreu com o faro de artilheiro de Fred mais uma vez. Desta vez, a origem foi mesmo a tal bola levantada - dos pés de Wagner, passando pela cabeçada desviada de Sobis até o complemento no rebote do craque: 2 a 0.
Olé e golpe final de Walter
O resultado parcial já dava aos cariocas a classificação antecipada à terceira fase. Mesmo com o ritmo mais lento na segunda etapa e com futebol menos envolvente, o Tricolor ainda mantinha o controle do jogo. Sem reação, o Galo Carijó tentava evitar o pior e surpreender em um contragolpe. Diante dos erros, o técnico Leonardo Condé recuou seu meio de campo. Mas a partir dos 12 minutos, o Flu retomou a carga e desandou a perder chances. Fred, na cara do gol, Wagner, Carlinhos e Sobis, em bela virada na área, engrossaram a lista.
A torcida presente não quis nem esperar a garantia da vitória e, com direito a um precoce grito de olé, provocou o adversário. O clima já havia esquentado antes nas arquibancadas, com correria após um princípio de confusão. No campo, embora mostrasse valentia, o Tupi não era capaz de reagir e brigar pela vaga. Frente a um time embalado, viu o sonho de repetir o susto dado pelo Horizonte-CE ruir de vez quando Walter, que havia substituído Fred, superou o goleiro González de cabeça, concluindo bola perfeita de Bruno da direita. Nos instantes finais, o mesmo Walter e Conca, que acertou a trave, chegaram perto de ampliar.

Conca gol Fluminense x Tupi (Foto: Matheus Andrade / Photocâmera)Conca comanda jogada do Flu na partida: argentino foi discreto (Foto: Matheus Andrade / Photocâmera)

Atacante do Linhares é preso e confessa tentativa de homicídio Wellerson de Jesus Gama, o Suelck, chegava para treinar, quando foi abordado por policiais civis com um mandado de prisão. Jogador foi encaminhado à penitenciária

Por Linhares, ES

Suelck, atacante do Linhares, foi preso por tentativa de homicídio (Foto: Divulgação/Polícia Civil do ES)Suelck, atacante do Linhares, foi preso por tentativa de homicídio (Foto: Divulgação/Polícia Civil do ES)
Detido no ano passado por suspeita de participar de um assalto, o atacante Suelck, doLinhares, voltou para o presídio, nesta quarta-feira. No início da tarde, o jogador de 21 anos chegava para treinar, no CT Três Barras, quando foi abordado por policiais civis com um mandado de prisão e foi encaminhado à Penitenciária Regional de Linhares (PRL).

Após investigações da Polícia Civil do ES, Suelck foi acusado de tentativa de homicídio e, no ato da prisão, confessou o delito. O crime aconteceu no ano passado, quando o atleta e um amigo estavam na BR-101 e avistaram a vítima, que pilotava uma moto. Os dois se aproximaram e efetuaram os disparos contra o condutor. O crime teria sido motivado por grupos rivais dos bairros Pó do Shell e do Bairro Juparanã.

O presidente do clube, Adauto Menegussi, lamentou o fato ocorrido. Segundo o dirigente, o episódio causou claro desconforto por parte de todos os atletas. Adauto também disse que procurará o Departamento Jurídico do clube para ajudar o atleta, mas que se ele for realmente culpado, deve pagar pelo que fez.

- Tudo aconteceu quando o Suelck estava chegando no treino. A polícia o abordou com o mandado de prisão e o levou para a delegacia. Antes de ir, ela pediu desculpas para os companheiros pelo que estava acontecendo. É chato demais uma coisa como essa, nós todos ficamos chateados, mas não podemos ficar contra a Justiça. Vou procurar o Departamento Jurídico para saber no que podemos ajudar. Mas nós estamos do lado da Justiça. Se ele tiver feito mesmo (a tentativa de homicídio), tem que arcar com as consequências.

Atleta é reincidente
Suelck Jesus, atacante do Linhares (Foto: Chico Guedes/A Gazeta)Suelck, atacante do Linhares (Foto: Chico Guedes/A Gazeta)



No final do ano passado, quando também atuava pela Coruja Azul, o jogador foi preso em flagrante quando fugia de um sítio num distrito de Linhares. O atacante, junto com mais dois indivíduos, haviam acabado de roubar a propriedade, e foram surpreendidos pelos policiais quando efetuavam a fuga. Suelck esteve em campo no último sábado, quando o Linhares foi derrotado pela Desportiva Ferroviária, pelo Campeonato Capixaba 2014.

CRB DÁ "OLÉ" NO SÃO PAULO, GANHA E COLOCA PRESSÃO PARA VOLTA NO MORUMBI Time alagoano vence por 2 a 1, de virada, e tem vantagem do empate na partida na capital paulista. Tricolor se apoia em golaço de Ademilson

por Leandro Canônico

O golaço de Ademilson foi proporcional à má atuação do São Paulo. E a coragem do CRB foi recompensada não só com o jogo de volta no Morumbi, mas com uma vitória por 2 a 1, de virada, e um sonoro “olé” na arquibancada. Com gols de Tozin e Diego Rosa, o time alagoano venceu em Maceió e ligou o sinal de alerta do Tricolor na Copa do Brasil.
As duas equipes voltam a se enfrentar no dia 7 de maio, às 22h, no estádio do Morumbi, pela segunda fase do torneio. Qualquer empate dá a classificação ao time alagoano. A missão do Tricolor é vencer por 1 a 0, por conta do gol fora de casa. Se levar um, terá de fazer três, porque 2 a 1 leva a decisão para os pênaltis.
Será preciso fazer muito mais do que nesta quarta-feira para avançar. A começar pelo sistema defensivo, atrapalhado desde o começo e pior ainda após a expulsão de Rodrigo Caio. Ganso não foi bem, Pato perdeu dois gols incríveis e Ademilson acertou linda bicicleta. Aliás, o jogo do Tricolor se resumiu a esse lance. E só!
CRB x São Paulo, no Rei Pelé (Foto: Jonathan Lins/G1)Ademilson, de bicicleta, abre o placar para o São Paulo contra o CRB (Foto: Jonathan Lins/G1)
Golaço não faz milagre
O carrinho sem noção de Rodrigo Caio em Diego Rosa logo no primeiro minuto de partida deu indícios de que a zaga são-paulina não estava numa boa noite. Exposta aos contra-ataques do CRB, o setor defensivo do Tricolor foi a maior preocupação de Muricy Ramalho. Tanto que o técnico gesticulou o tempo todo à beira do campo.
Só não reclamou mais porque Ademilson fez um golaço para o São Paulo e abriu o marcador aos 24 minutos. Depois de Pato perder dois gols incríveis, o substituto do poupado Luis Fabiano acertou linda bicicleta após chute prensado de Boschilia. Golaço! Mas não o suficiente para inibir o time alagoano.
Insistente nos contra-ataques, o CRB aproveitou a falha de marcação do São Paulo e empatou a partida. Diego Rosa recebeu bom passe em profundidade, invadiu a área e foi derrubado por Rogério Ceni. Pênalti! Na cobrança, Tozin não deu chance para o goleiro. Bola de um lado, goleiro do outro. E Muricy voltou a gesticular...
CRB x São Paulo, no Rei Pelé (Foto: Jonathan Lins/G1)Boschilia tenta passar pela marcação da zaga do time alagoano, em Maceió (Foto: Jonathan Lins/G1)
CRB, o destemido
A dificuldade em furar o bloqueio criado pelo CRB e a desatenção defensiva continuaram sendo os principais problemas do São Paulo no segundo tempo. Preocupado em forçar o jogo de volta, o time alagoano não mudou sua estratégia. Nervoso, os visitantes abusaram um pouco das faltas. Sem necessidade.
Foi num lance equivocado, no entanto, que o São Paulo perdeu Rodrigo Caio. Pendurado pelo carrinho no primeiro minuto de jogo, ele foi expulso aos 14 minutos da etapa final depois de lance com Diego Rosa. O árbitro entendeu que ele não derrubou o adversário e aplicou o cartão vermelho. Só que não houve contato.
Com um jogador a menos, as dificuldades do Tricolor aumentaram. Se faltava criatividade com igualdade de homens em campo, imagina com um a menos... Destemido, o CRB não desistiu. Insistiu no contra-ataque e foi premiado com a vitória. Aos 37, Diego Rosa completou chute cruzado de Diego Aragão.
Para quem queria apenas forçar o jogo de volta no Morumbi, o time alagoano foi muito competente em Maceió. O São Paulo precisa acordar para classificar.

Pato São Paulo x CRB (Foto: Itawi Albuquerque / Ag. Estado)Pato tenta jogada pela lateral. Atacante teve boas chances, mas perdeu (Foto: Itawi Albuquerque / Ag. Estado)

Verdão supera Fla, encaminha acerto e aguarda exames por Henrique Palmeiras só não considera negócio finalizado pois aguarda assinatura do contrato. Rubro-Negro já sabe da concorrência e espera desfecho à distância, sem leilão

Por Rio de Janeiro e São Paulo

Henrique Portuguesa (Foto: Rodrigo Gazzanel / Ag. Estado)Henrique, da Portuguesa: próximo de acerto com o
Palmeiras (Foto: Rodrigo Gazzanel / Ag. Estado)
Depois de entrar na disputa com o Flamengo por Henrique, o Palmeiras avançou e tem encaminhado um acerto com o centroavante de 24 anos. O Verdão só não considera o negócio finalizado porque aguarda a realização dos exames médicos e a assinatura do novo vínculo. O atleta rescindiu com a Portuguesa na última terça-feira. Ele pertence ao Mirassol, mas tem parte dos direitos econômicos ligados a um grupo de investidores que já tem um acordo com o clube paulista.

O Flamengo já tomou conhecimento da forte concorrência do Palmeiras e aguarda à distância um desfecho da história. Diante da realidade atual, o Rubro-Negro tem definida a posição de que não aumentará a proposta feita no fim da última semana, evitando assim um leilão. Com o aval do departamento financeiro, os cariocas esperavam apenas colocar o trato no papel para oficializar o reforço. Mas o Palmeiras acabou atravessando o negócio.

A pedido do técnico Gilson Kleina, o Palmeiras procura um reserva para Alan Kardec, que ainda não conseguiu chegar a um acordo para renovação do vínculo. Douglas Tanque, do Penapolense, foi a primeira opção, mas o acordo não avançou.
Se está perto de confirmar a vitória sobre o Flamengo na disputa por Henrique, o Palmeiras lamenta ter perdido a concorrência pelo zagueiro Marcelo, do Volta Redonda, que acertou com o clube rubro-negro. 

Henrique marcou sete gols no Paulistão e chegou a ser um dos artilheiros do estadual, mas foi prejudicado pela desclassificação da Lusa. O jogador defendeu o Santos na última temporada e também tem passagens por Flamengo de Guarulhos (2007-2008), Lemense (2009), União São João (2010-2011), Santo André (2011), Cianorte (2012), Chapecoense (2012) e Mogi Mirim (2013).

JUSTIÇA É FEITA: NACIONAL-COL ENCURRALA O GALO E VENCE EM CASA Victor pega quase tudo, mas não evita chutaço de Cárdenas, no ângulo, aos 46 minutos do segundo tempo, que decreta derrota do Atlético-MG

por GloboEsporte.com

O Atlético-MG voltou a mostrar o mesmo futebol de partidas recentes, seja pela Libertadores, Campeonato Mineiro ou mesmo Brasileirão, iniciado no último final de semana. Muito mais preocupado em se defender, e praticamente abrindo mão de atacar, o time comandado por Paulo Autuori ia conseguindo alcançar o objetivo até os 46 minutos do segundo tempo, quando Cárdenas, o melhor jogador do Nacional-COL, acertou chutaço de fora da área, no ângulo, para decretar a vitória por 1 a 0.
E o gol já no fim da partida fez justiça ao placar, afinal, os colombianos encurralaram o Galo em seu campo de defesa e deram, nada menos do que 25 arremates contra a meta de Victor. O santo do horto chegou a operar alguns milagres, mas não no derradeiro chute do camisa 7. Em contrapartida, durante os mais de 90 minutos, o Atlético-MG incomodou Armani em apenas duas oportunidades, pouco para quem quer repetir o título e campeão da América.
Fato que deixa a situação mais alarmante é que este foi o quarto jogo do alvinegro sem marcar gols, algo estritamente necessário no duelo de volta, marcado para o próximo dia 1º de maio, às 19h15, no Independência. A equipe alvinegra precisará vencer por dois gols de diferença para avançar, enquanto ao Nacional-COL basta um empate, ou derrota por apenas um gol de diferença, desde que balance o gol de Victor. Vitória do Galo por 1 a 0 leva a definição do classificado para as penalidades máximas.
Jogo de um time só
Réver, zagueiro do Atlético-MG (Foto: EFE)Réver voltou ao time em Medellín e teve muito
trabalho com o ataque do Nacional-COL (Foto: EFE)
Ronaldinho Gaúcho, ainda com status de pop star em solo colombiano, até deu indícios de que iria reencontrar o bom futebol que o consagrou na carreira, esquecido até aqui na temporada. O primeiro toque na bola foi no estilo olho de um lado e mando de outro. Logo depois, um drible desconcertante no meio-campo levantou o público nas arquibancadas. Mas o que parecia promissor ficou só nisso, já que a falta de mobilidade do camisa 10, e também dos companheiros Tardelli e Fernandinho, além de Jô, tornaram o Galo totalmente sem força ofensiva.
Sem ter que se preocupar em marcar, até os zagueiros contribuíram para as 25 finalizações do Nacional-COL durante a partida. Mas foram os laterais Mejía e Bocanegra que tiraram o sono de Otamendi, improvisado na direita, e principalmente Emerson Conceição, uma verdadeira avenida pela esquerda.
Para resguardá-los, somente Victor, que mais uma vez garantiria o resultado, com pelo menos quatro defesas incríveis. Uma a queima-roupa, em cabeçada do próprio Cárdenas, e outra em chute forte do camisa 7. Ele também salvou em batida rasteira de Bocanegra; e impediu a bola de entrar no ângulo em chutaço de Díaz. Mas quando o pior já parecia ter sido evitado veio mais um chute de fora da área, novamente de Cárdenas, motor e cérebro da equipe colombiana, o único que poderia e mereceu tomar o papel principal da partida do goleiro Victor.

Victor, goleiro do Atlético-MG (Foto: EFE)Victor se destacou e fex de tudo para evitar a derrota, mas foi castigado no fim (Foto: EFE)

GRÊMIO NÃO RESISTE AO SAN LORENZO E COMEÇA OITAVAS COM DERROTA: 1 A 0 Tricolor sente desfalques, leva gol no início do segundo tempo e, apesar de pressionar por empate, acaba com desvantagem no Nuevo Gasómetro

por Diego Guichard

Seria demasiada ousadia enfrentar o time do Papa Francisco em seu reduto lotado com um zagueiro que pouco jogara até então e um volante reserva improvisado como lateral. Não houve perdão. Desfalcado, sob pressão e desconfiança, o Grêmio amargou nova derrota, desta vez para o San Lorenzo, no caldeirão do Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, pelo primeiro duelo das oitavas da Libertadores, na noite desta quarta-feira. O 1 a 0 não soa catastrófico, até porque o time pressionou muito pelo empate e ainda pode ser revertido na próxima quarta na Arena, mas, somado aos últimos resultados, em nada ajuda a aliviar a pressão sobre Enderson Moreira, que contou até com cobrança de torcedores no saguão do hotel, horas antes.
Sem Rhodolfo e Wendell, pilares da melhor defesa da Libertadores, o Grêmio, dono da segunda melhor campanha geral, mas combalido pelo insucesso no Gauchão, não fazia má partida quando acabou se desconcentrando no início do segundo tempo. Embora tímido no ataque, a defesa estava firme. Até assistir a uma troca de passes que terminou nos pés da joia de Almagro, o esperto Ángel Correa. A bola roçou a rede de Marcelo Grohe, aos seis minutos. Proporcionando tudo que o limitado time de Edgardo Bauza queria: espaço para seguir assustando em contragolpes. Enquanto isso, o Tricolor acumulava ataques perigosos, mas sem resultado, como fora no último jogo, pelo Brasileiro.

Precisará de uma vitória por dois gols de diferença ou devolver o 1 a 0 e decidir nos pênaltis. Qualquer triunfo gremista por um gol de diferença, mas levando gol, é insuficiente. Antes do novo embate no dia 30, às 22h, em Porto Alegre, o Grêmio tem o Nacional pela frente, no qual também precisa se recuperar, pois perdera na estreia, para o Atlético-PR. O Tricolor recebe o Atlético-MG, que também está envolvido nas oitavas do torneio continental. Assim como os gaúchos, os mineiros perderam para o Atlético Nacional de Medellín - assim, não há mais invictos nesta edição da Libertadores.
Barcos e Juan Mercier Grêmio x San Lorenzo (Foto: Reuters)Barcos e Juan Mercier disputam a bola no Nuevo Gasómetro (Foto: Reuters)
Tudo sob controle

Abalado pela goleada no Gre-Nal do Gauchão e pelo revés na estreia do Brasileiro, o desfalcado Grêmio começou a partida vacilante. Aos dois minutos, Léo Gago arrancou a bandeira de escanteio em vez de acertar a bola. Bisonho, o lance, no entanto, resumiu apenas a atuação ruim do volante improvisado como lateral-esquerdo na vaga de Wendell, lesionado. Porque o time de Enderson Moreira se mostrou melhor que isso, bastante seguro, forte na marcação e fez jus à merecida fama de melhor defesa da Libertadores, com um gol sofrido. Os quase 40 mil "cuervos" do San Lorenzo pareciam não incomodar Pedro Geromel, zagueiro que entrou na vaga de Rhodolfo, alijado por lesão muscular.
Houve momentos de perigo, claro. Um chute sobre o travessão, de Matos, logo no início e um cabeceio com perigo, de Gentiletti, após escanteio. E só. Antes dúvida por dores, Marcelo Grohe não praticou defesa. O Grêmio soube marcar, catimbar e reclamar muito do árbitro Enrique Osses, chileno que estará na Copa. Faltou mais contundência no ataque, só finalizou - e mal - com Pará, aos 19 minutos. Dudu foi a ilha de velocidade e criação, como é de costume. Barcos sumiu. E Zé Roberto ficou devendo, embora sustente o espírito de liderança que o fez reunir o time numa roda antes de a bola rolar, em discurso acalorado por motivação.

Gol de joia e erro de Barcos

Zé até melhorou no início do segundo tempo, ao deixar Ramiro na cara do gol. Mas o volante não conseguiu vencer Torrico. A resposta foi imediata e amarga. A defesa azul estacou e observou a troca de passes até Ángel Correa, o garoto "abençoado" pelo Papa, fuzilar Grohe, aos seis minutos. Nesse exato momento, a esperança do Grêmio se preparava para entrar. Com mão fraturada e tudo, Luan ingressou.

Foi ele, inclusive, quem puxou importante contragolpe, que acabou cortado e caindo nos pés de Pará. O cruzamento parou no pé de Buffarini, que recuou para o goleiro. Torrico pegou a bola com a mão. Falta na risca da pequena área. Eram 34 minutos do segundo tempo. O time do Papa, quem diria, fora benevolente, estendeu a mão e o argentino do Grêmio não aproveitou. Barcos isolou. A pressão tricolor seguiu, mas inócua. A reação e os gols terão que surgir na Arena.